The Wall – Na mira do Atirador

Como estou em casa nestes últimos dias, pois estou de castigo devido a uma pequena cirurgia, estou aproveitando muito o tempo para me atualizar de filmes e séries. Como vocês bem sabem, eu assisto muitos filmes aleatórios, na maioria das vezes sem ler a sinopse nem ver os trailers, então sempre tenho a grande decepção de pegar um filme muito ruim ou a grande sorte de pegar um filme maravilhoso.

Recentemente o escolhido foi The Wall, em português, conhecido como Na mira do Atirador com direção de Doug Liman. Uma produção pequena, acredito eu, com baixo custo e uma história simples. Digo isto pois o filme se passa em poucos cenários, sendo mais precisa em um único, um deserto com uma parede, entulhos e carros. Também conta com 3 atores em ação, sendo dois mais participativos no filme e dentre os dois um que nunca aparece, só o conhecemos por sua voz.

The Wall

Um pouco do filme…

O filme narra dois soldados escondidos no deserto para encontrar o culpado por matar civis enquanto trabalhavam. Ambos estão a algumas horas de vigia para encontrar o assassino, como não encontram o mínimo sinal do assadino, um dos atiradores, Matthews, resolve entrar no campo do tiroteio e procurar por si mesmo. Não acreditando ser uma boa ideia o outro soldado, Isaac, decide permanecer em seu local e vigiar o amigo de longe. Mas as coisas saem do planejado e Matthews é atingido pelo atirador escondido. Isaac então sem poder ajudar de longe, entra no campo de batalha, na qual também é atingido, no entanto consegue se esconder atrás de uma pequena muralha. Durante o filme, o atirador responsável pelas mortes consegue contato direto com Isaac através de seu rádio e começa a conversar constantemente enquanto Isaac tenta salvar sua vida.

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Minhas opiniões:

O filme apesar de parecer uma pequena produção é muito bem feito e tem um desenvolvimento bem legal. A narrativa não morre e a todo instante somos bombardeados com novidades que nem imaginamos que poderiam acontecer.

A atuação do ator Aaron Taylor-Johnson está incrível, consegui sentir toda sua dor e sua aflição no meio daquele sofrimento todo. Suas expressões de pura dor fazem com que os expectadores fiquem agoniados em suas poltronas sempre torcendo para que tudo se resolva.

O filme é de curta duração, mais ou menos uma hora e meia, e a história passa rapidamente. Se quiser assistir a um filme bom, sem muito compromisso de sair dali achando que este será o melhor filme da sua vida, indico. É um filme bom, bem alimentado, mas não é “AI MEU DEUS MELHOR FILME DA VIDA!”, mas eu voltaria a assistí-lo.

The Wall

Cuidado, Spoilers!

Sobre os comentários mais específicos do filme:

  • Como disse acima a aflição que o ator Taylor-Johnson transparece nos deixa sofrer juntamente com ele, principalmente quando o mesmo vai retirar a bala que está alojada dentro de seu joelho. A cena é muito bem feita, vemos o machucado e ao primeiro toque que o ator faz no ferimento já sentimos sua dor. Não é como nos filmes que estamos acostumados com pessoas enfiando os próprio dedos e retirando a bala como se fosse uma farpa.
  • A sacada de ter um inimigo super inteligente me deixou boquiaberta com o desenrolar do filme. Saber que o mesmo se infiltrou na comunicação de Isaac me deixou “UAU! ESSE CARA É F**** DEMAIS”.
  • Isaac reconhece que não são aliados do outro lado da linha e sim o atirador responsável pelos assassinatos, o que é maravilhoso para o filme, pois vemos aqui que os soldados não são apenas a força e sim possuem inteligência para conseguir entender que as coisas não estão certas.
  • O lado humano de Isaac de tentar salvar Matthews a todo o momento me deixa, até indignada, pois em nenhum momento ele deixa de acreditar que o amigo continua vivo e que pode salvar aos dois.
  • O final do filme foi o mais surpreendente pra mim. Isaac consegue ser resgatado por sua equipe, mas o helicóptero é derrubado pelo atirador, já queIsaac é o único à saber o lugar onde este está escondido, e que ele ainda permanece vivo, mas ninguém lhe dá ouvidos. O atirador então derruba o helicóptero.
    Logo após a base dos soldados faz contato com o rádio do helicóptero para saber se o resgate foi feito com sucesso e mais uma vez, com sua jogada infalível o atirador invade a comunicação e responde que tudo está perfeito, enquanto todos estão mortos. O que foi chocante para mim. Na maioria das vezes, o lado bom sempre vence, mas aqui não, o atirador permaneceu vivo e o soldado que tanto sofreu e em seu último suspiro de alívio, por ser resgatado, acaba morto.
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